[ESPECIAL] 25 anos de Blade Runner

Dezembro 12, 2007

Olá amigos insones,

Eu, como um super fã de ficção científica, em todas as suas mídias (cinema, hqs, séries, livros, etc…) não poderia deixar de falar desse, que na minha opnião é o melhor filme de ficção científica de todos os tempos, Blade Runner: o Caçador de Andróides.

O filme está fazendo 25 anos e para comemorar as “bodas de prata”, está sendo lançado nos EUA um box especial com 5 DVDs:

DVD 1 - Uma nova versão do diretor Ridley Scott’s (New “Final Cut”) - Restaurada e remasterizada com adição de cenas extras, diálogos, novos efeitos especiais e audio 5.1 Dolby Digital. Também inclui comentários de Ridley Scott e de pessoas que trabalharam atrás das câmeras.

DVD 2 - Documentário - “Dangerous Days: Making of Blade Runner” .

DVD 3 - O filme nas versões:
- “1982 Theatrical Version” - A versão com a narração de Deckard e o final feliz.
- “1982 International Version” - Distribuida nos EUA para o mercado de home video, laserdisc e cable em 1992. Esta versão possui algumas cenas que não se encontram na versão “Theatrical”.
-”1992 Director’s Cut” - Sem a narração de Deckard, sem o final feliz, mas com a famosa cena do unicórnio, sugerindo que Deckard seja um replicante.

DVD 4 - BONUS Disc “Enhancement Archive” - 80 minutos de cenas que não foram utilizadas, galerias de imagens, entrevistas e testes para os personagens (incluindo o teste p/ Rachael).

DVD 5 - O filme na versão “Workprint Version” - Esta rara versão do filme é considerada por alguns como a mais radical e diferente das versões de BLADE RUNNER. Uma sequência de abertura totalmente diferente, sem a narração de Deckard, sem a sequência do unicórnio, sem final feliz e um diálogo diferente, entre Roy Batty (Rutger Hauer) e seu criador, Tyrrel (Joe Turkell) e uma música tema alternativa. Também inclui comentários de Paul M.Sammon, autor de ‘Future Noir: The making of Blade Runner’.

Blade Runner é um filme de ficção científica realizado por Ridley Scott e editado em 1982, ilustrando uma visão negra e futurística de Los Angeles em Novembro de 2019.

O argumento, escrito por Hampton Fancher e David Peoples, baseia-se na novela Do Androids Dream of Electric Sheep? de Philip K. Dick. O protagonista é Harrison Ford no papel de Deckard, um detective da polícia de Los Angeles. “Blade Runner” conta ainda com a participação de Rutger Hauer, Sean Young, Edward James Olmos, M. Emmet Walsh e Daryl Hannah. O design do filme foi concebido em parte por Syd Mead e a trilha sonora é de Vangelis.

O filme descreve um futuro em que a Humanidade inicia a colonização espacial, para o que cria seres geneticamente alterados - replicantes - utilizados em tarefas pesadas, perigosas ou degradantes nas novas colônias. Fabricados pela Tyrell Corporation como sendo “Mais Humanos que os Humanos”, os modelos Nexus-6 são fisicamente idênticos aos humanos mas são mais fortes e ágeis. Devido a problemas de instabilidade emocional e reduzida empatia, os Replicantes são sujeitos a um desenvolvimento agressivo, pelo que o seu período de vida é limitado a 4 anos.

Após um motim, a presença dos Replicantes na Terra é proibida, sendo criada uma força policial especial - Blade Runners — para os caçar e “aposentar” (matar).

O filme conta como um ex-Blade Runner, Deckard (Harrison Ford), é levado a voltar à ativa para caçar um grupo de Replicantes que se rebelou e veio para a Terra à procura do seu Criador, para tentar aumentar o seu período de vida e escapar da morte que se aproxima.

Sendo inicialmente mal recebido nas salas de cinema, cedo se tornou claro que a partir do filme é possível obter múltiplas leituras filosóficas ou religiosas sobre temas recorrentes: quem somos? de onde viemos? para onde vamos? o que nos torna humanos? Esta atração, bem como o impacto visual de uma atmosfera cyberpunk tipo filme negro, associada à música de Vangelis, cedo fizeram de Blade Runner um filme cult, tendo sido um dos primeiros a serem editados em DVD.

Em Julho de 2000, Ridley Scott declarou, em entrevista à tv britânica, que o personagem Deckard também era um Replicante.

O filme teve problemas com os produtores, que teriam alterado a edição final e obrigado Harrison Ford a fazer uma narração de última hora para melhor explicar o enredo, considerado muito complicado para o público. Anos depois o diretor Scott relançaria o filme com a sua versão, a chamada “versão do diretor”.

Curiosidades sobre o filme:

A origem do nome: Apesar de vagamente baseado no livro de Philip K.Dick, o nome Blade Runner foi retirado de uma história de Alan E. Nourse, chamada ‘The Bladerunner’, que William S. Burroughts comprou os direitos para realizar um filme em 1979.

Apesar da similaridade, só o nome os dois possuem em comum.

A influência de ‘The Long Tomorrow’ e Moebius: Parte do visual do filme, foi inspirado em uma história de Dan O’Banon e Moebius (Jean Giraud) chamada ‘The Long Tomorrow’ que fazia parte da edição francesa de ‘Wonders of The Universe’. Giraud já havia feito a concepção dos trajes de ‘Tron’, o um filme dos estúdios Walt Disney.

Origamis: Ao deixar seu apartamento com Rachael, ao fim do filme, ela encontra um origami de um unicórnio. O unicórnio foi a última das figuras criadas por Gaff.
Quando Gaff e Deckard estão no escritório de Bryant e Deckard insiste em permanecer fora da força policial, Gaff faz um origami de galinha. ‘You’re afraid to do this”.
Mais tarde, Gaff faria um homem com uma ereção. ‘You’re attracted to her”, e finalmente o unicórnio “You’re dreaming, you cant run away with her, but she wont live”.
O unicórnio costuma ser associado a pureza, à virgindade. Lendas dizem que só uma virgem (Rachael) pode capturar um unicórnio.
Uma das explicações para a retirada da seqüência do sonho com o unicórnio, seria a de Scott admitir que deixaria muito obvio, ser Deckard outro replicante.
Apesar disto, a unicórnio é mantido na versão de 1982 (Theatrical) , mas os produtores vetaram por considerá-la “muito artística”.

A narração em ‘Off’: Scott inicialmente filmou sem a narração de Harrison Ford , e esta foi a versão inicial exibida nas premieres em Dallas e San Diego.
Porém, a idéia do estúdio era de recriar o estilo do filme noir, imortalizado pelo ‘The Malteses Falcon’ ( O Falcão Maltes) .

O final feliz: O fim que conhecemos também foi sugestão do estúdio, pois Scott desejava terminar com o casal entrando no elevador. Os estúdios preferiram um fim menos ambíguo e feliz.
As cenas aéreas utilizadas na versão de 1982 foram restos de filmagens do filme de Kubrick, ‘The Shinning’ (O iluminado).

Fontes: Wikipédia e Capacitor Fantástico