[LITERATURA] Ocaso – Camila Mello

junho 25, 2009

Judy Stanley tinha uma vida calma e previsível até que uma situação inesperada a fez se transformar em lobisomem. Meses após a transformação, ela se via em outra encruzilhada: Judy fora mordida por um vampiro. Uma saga deliciosa, cheia de suspense, amor e intrigas. Este é apenas o primeiro livro de uma série que está sendo escrita.

“O ponto final nem sempre é o fim.”

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Para comprar o livro acesse: http://clubedeautores.com.br/book/2388–Ocaso

Ou a versão e-book diretamente com a autora http://www.viciadaemlivros.blogspot.com/

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por Tiago Castro

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[LITERATURA] Kimaera – Dois Mundos (Helena Gomes)

junho 21, 2009

A escritora Helena Gomes, autora de Lobo Alpha e da saga A Caverna de Cristais, lança Kimaera – Dois Mundos, pela editora Jambô.

Kimaera mergulha no universo da literatura fantástica para contar duas histórias interligadas que se desenvolvem em mundos diferentes e simbolicamente opostos. No primeiro deles, um mundo de clima árido e quente, está a jovem Ytsar, uma escrava que sonha com a liberdade, apesar de viver em uma rígida sociedade patriarcal. No segundo mundo, um lugar gelado e de características medievais, está Aleph, um rapaz que busca um sentido para sua vida numa sociedade cansada do domínio opressivo dos batalhões.

Há uma profecia que atingirá os dois mundos: o retorno de Kimaera, um mundo de luz perdido no princípio dos tempos quando o masculino e o feminino se separaram. Este despertar, porém, terá como conseqüência a terrível ameaça trazida pela escuridão.

Kimaera investe numa trama repleta de reviravoltas, com elementos de ação, suspense, mistério, humor e romance numa mistura na medida certa para leitores que gostam de um bom livro de aventura. Além disso, suas entrelinhas trazem um mergulho nas religiões antigas, nos registros do nosso inconsciente coletivo e nos anseios que integram a natureza humana. Todos nós, no fundo, sonhamos com o Paraíso. Sonhamos com quimeras. Sonhamos com Kimaera.

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A edição número 25 da revista Dragon Slayer traz com exclusividade os dois primeiros capítulos do livro. A segunda edição dessa saga, intitulada Kimaera – Guerreiros da Luz, está prevista para ser lançada em 2010 também pela editora Jambô.

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por Tiago Castro


[LITERATURA] O Vampiro da Mata Atlântica – Martha Argel

maio 7, 2009

Dois jovens cientistas, Xavier Damasceno e Júlio Levereaux, são contratados para avaliar a biodiversidade de uma área a ser preservada, situada na região do Alto Ribeira, sul do estado de São Paulo.

Depois de uma viagem difícil, chegam ao local e ficam fascinados com a beleza da floresta e o excelente estado de conservação do ambiente. As descobertas se sucedem, mas uma delas não é nada do que esperavam. Daí em diante, eles vão ter que se esforçar muito para conseguirem ficar vivos!

Sobre o Livro

O Vampiro da Mata Atlântica traz todos os ingredientes de uma boa aventura na selva: os heróis destemidos e idealistas, a floresta exuberante, uma sucessão de fatos emocionantes e, especialmente, um vilão feroz, assustador e cruel.

Não fosse suficiente, tem uma qualidade que o torna único. Ao narrar as descobertas e os perigos vividos por dois jovens cientistas na floresta tropical da Serra do Mar, ele traz, como pano de fundo, um retrato fiel do dia a dia dos pesquisadores brasileiros em campo e de como é gerado o conhecimento sobre nosso ambiente.

Recheado de informações sobre a Mata Atlântica, sua biodiversidade e os perigos que enfrenta, este livro destaca-se pelo modo como combinam, de modo hábil, a ficção e a realidade. Embora abundante, a informação científica não aparece de forma gratuita ou maçante. A Mata Atlântica, com todas as características que vão sendo descritas ao longo do livro, tem um papel importantíssimo em toda a trama, e é sem dúvida um personagem tão destacado quanto os dois biólogos e o monstro que os ameaça.

Nascido da vivência de quase 30 anos de Martha Argel em seu trabalho como ornitóloga e ecóloga, O Vampiro da Mata Atlântica revela uma certa tonalidade autobiográfica. Isso porque em suas páginas aparecem inúmeras situações reais, vividas de verdade pela autora e por seus colegas cientistas.

Para tornar o livro ainda mais especial, ao final foi incluído um apêndice com informações adicionais sobre a Mata Atlântica, espécies animais citadas no texto e outros assuntos de interesse, além de sugestões de leitura e a bibliografia usada.

A Mata Atlântica, uma das áreas mais ricas em espécies no mundo é um patrimônio de todos. Entendê-la e aprender como enfrentar os perigos que a ameaçam, é, mais que um dever, um direito de todos aqueles que se importam com a sobrevivência da Vida no planeta Terra. E isso nada mais é do que o exercício da cidadania.

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Os personagens

Xavier Damasceno é um jovem ornitólogo (especialista no estudo das aves) que batalhou muito para romper a barreira do racismo informal brasileiro, e agora está terminando sua dissertação de mestrado sobre a mais magnífica das aves brasileiras: a espetacular harpia, ou gavião-real. E é por causa de sua paixão científica que acaba se metendo na mais assustadora experiência que já enfrentou.

Júlio Levereaux é um mastozoólogo, ou seja, especialista em mamíferos. Além de ser um excelente pesquisador, com uma energia e um conhecimento impressionantes, é um safado oportunista e folgado. Mas uma coisa deve ficar clara: embora tenha sido dele a desastrosa idéia da excursão às matas do Alto Ribeira, ele não teve culpa alguma pelos acontecimentos horríveis que se desenrolaram.

O Vampiro. Dizem que ele mora lá pros lados da Saripoca. Andou matando gente. Hoje a vila está abandonada, fugiu todo mundo por causa dessa assombração horrorosa. Vocês querem passar a noite lá? Isso é coisa de maluco!

A Mata Atlântica é o sonho de consumo de qualquer zoólogo de campo. Uma das mais exuberantes florestas do mundo, uma das maiores biodiversidades, mas também um dos lugares com maior número de espécies ameaçadas de extinção. Será que o horrendo vampiro que habita a Saripoca é o maior vilão da Mata Atlântica?

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A autora

Martha Argel é bióloga pela Universidade de São Paulo e doutora em Ecologia pela Universidade de Campinas. Especialista em aves, por muitos anos dedicou-se à pesquisa científica, alcançando papel de destaque na ornitologia brasileira. Trabalhou por mais de duas décadas em consultoria ambiental, atuando tanto em trabalhos de campo como na coordenação de grandes estudos. Mantém na internet importantes listas de discussão, como OrnitoBr e Birdwatching Brasil, voltadas para o estudo das aves, e MastozooBr, sobre mamíferos.

Além de vários artigos técnicos e científicos, publicou livros de divulgação como Voando pelo Brasil (Cuca Fresca Edições, 2005) e Maravilhas do Brasil: Aves (Escrituras, 2005). Recentemente adaptou para o Brasil a obra Ecoguia: Guia Ecológico de A a Z (Landy Editora, 2008) da Fundação Nicolas Hulot. Atualmente coordena a produção de um guia de campo para as aves do Brasil, pela Wildlife Conservation Society do Brasil.

Como escritora de literatura fantástica, é uma das autoras mais respeitadas do Brasil. Publicou, entre outros, o romance Relações de Sangue (Novo Século, 2002) e as coletâneas O Vampiro de Cada Um (edição da autora, 2003) e O Livro dos Contos Enfeitiçados (Landy Editora, 2006). Participou de antologias, como Amor Vampiro (Giz Editorial, 2008) e O Livro Vermelho dos Vampiros (Devir, no prelo) Seu lançamento mais recente é O Vampiro Antes de Drácula (Editora Aleph, 2008), que coordenou junto com Humberto Moura Neto e traz uma análise crítica da evolução do vampiro na literatura ocidental.

No momento, Martha divide seu tempo entre São Paulo e Rio de Janeiro, e não consegue se decidir de qual cidade gosta mais. Para saber mais sobre sua atuação literária e científica, visite www.marthaargel.com.br.

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O Vampiro da Mata Atlântica, de Martha Argel
(Excerto)

Era noite — ele sabia que era noite — mas por que ele podia ver a floresta com tanta clareza, como se o sol estivesse brilhando alto no céu? Por que o ar estava tão cheio de ruídos e de cheiros? Ele ouvia pequenos animais, ratos silvestres talvez, andando pelo chão da floresta, ouvia até suas respirações e os corações minúsculos batendo rápido em seus corpos. A brisa quase inexistente trouxe um cheiro de bicho do mato, e ele soube com surpreendente certeza que uma jaguatirica trotava por um carreiro a uns bons duzentos passos de distância.

E ele se sentia mais forte, mais cheio de energia do que nunca.

Não, ele não estava morto.

Ou estava? De repente lhe ocorreu que já tinha ouvido histórias demais sobre assombrações e mortos-vivos para que não houvesse uma gota de verdade por trás delas.

Passando os dedos sobre o sangue seco — seu sangue — que cobria a barriga intacta, ele teve a certeza de que morrera naquela emboscada, e que voltara como algo do outro mundo. Algo capaz de encher de terror a alma das pessoas.

Ficou algum tempo matutando sobre aquilo, até que um espasmo súbito, violento, contraiu-lhe o estômago. Curvando-se, ele apertou as mãos contra a barriga, num esforço vão de atenuar a dor.

Fome. Uma fome implacável.

Um instinto recém-despertado disse-lhe exatamente o que precisava para saciá-la. E onde fazer isso.

Ele pegou a trilha de volta para o bairro do Alto dos Lacerdas. A espingarda Boito ficou esquecida no fundo da cova. Não era a carne de paca, tenra e saborosa, que ia satisfazer seu apetite a partir de agora.

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Sobre a Idea Editora

A paixão por livros, inclusive pela produção editorial, fabricação e distribuição, fez Rodrigo Coube, então sócio e Diretor da Tilibra, abrir a Idea como sendo um negócio paralelo em agosto de 2000. Todavia somente em 2006, é que o Editor e Presidente da Idea assumiu completamente a direção da empresa.

A partir daí a empresa, que antes estava mais focada em literatura infantil, começou a fortalecer seu catálogo, agora com foco maior em literatura fantástica, auto–ajuda e literatura juvenil. A Idea também atua como distribuidor, com foco no interior de São Paulo, sul de Minas e grandes redes de livrarias. Com isso, a empresa mais que triplicou seu faturamento nos últimos dois anos.

“Nosso catálogo está melhorando. Na literatura fantástica, a vinda da Martha Argel com este livro muito interessante (“O Vampiro da Mata Atlântica”) é um reforço enorme, de qualidade e que trará muitos ganhos em todos os sentidos para nossos leitores, clientes e por conseqüência, para nós todos. Estou muito contente”.

Para obter maiores informações da Idea acesse o site www.ideaeditora.com.br. Lá poderão ser encontrados a Missão, os Valores e também o restante do catálogo e informações sobre a distribuição dos livros.

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O Vampiro da Mata Atlântica, de Martha Argel
Lançamento: maio de 2009
Idea Editora (www.ideaeditora.com.br)
Capa: Billy Argel (http://billyargel.blogspot.com)
Acompanhe as notícias sobre o lançamento: http://vampirapaulistana.blogspot.com


[LITERATURA] Paradigmas 2 – Tarja Editorial

abril 29, 2009

Acontece no próximo dia 15 de maio o lançamento do segundo volume da Coleção Paradigmas. Mais uma vez a Tarja Editorial escolheu como palco para esse lançamento o já tradicional Bardo Batata em São Paulo. O evento começa as 18:30h.

Sobre a Coleção Paradigmas

Em sintonia com o surgimento de novos nomes na literatura fantástica brasileira, e em consonância com o crescimento do gênero pelo globo, editoras procuram novas formas de levar aos leitores qualidade aliada a custos acessíveis.

Na ponta dessa tendência, a Tarja Editorial lançou a “Coleção Paradigmas”, onde apresenta em cada volume 13 autores com contos de ficção científica, fantasia e terror. Essa coleção teve seu primeiro volume lançado no dia 20 de março,

o segundo será lançado no dia 15 de maio, com o terceiro e quarto volumes planejados respectivamente para julho e setembro. Não há uma quantidade final de volumes estipulada. Cada edição apresentará 13 dos escritores que tem se sobressaído dentro do gênero. Segundo Richard Diegues, escritor e organizador da coleção, “os livros reunirão autores que realmente estão fazendo a diferença na atualidade, formando dessa maneira um retrato de alta qualidade da produção contemporânea”.

“Cada detalhe da obra foi pensado para romper Paradigmas já consagrados. Toda a concepção é inovadora. A Espiral Áurea foi adotada como arquétipo maior de um paradigma. Fixamos referência a descobertas diferentes em cada volume – Abra a porta! Abra a cabeça! Abra as asas!… –, o tratamento do miolo do livro não possui as amarras gráficas convencionais, permitindo um contato mais similar do leitor com uma revista de entretenimento do que com um livro acadêmico”, completa Diegues.

A palavra paradigma se origina do grego parádeigma, que em seu sentido literal quer dizer modelo, um padrão a ser seguido. Na literatura seria algo partilhado por diversos autores, como um fluxo de pensamentos que culmina em idéias semelhantes. É um termo complexo que aponta algo simples: os limites de uma idéia, o molde para se manter dentro dessas balizas. A proposta da coleção é apresentar contos incomuns, mesmo que baseados em paradigmas consagrados. A arte de capa deste volume apresenta várias cabeças, remetendo à separação que o próprio homem impôs à mente criativa e o discernimento comum. Tudo possui um padrão, como indica a espiral áurea. Estética, métrica e simétrica a serviço do bom senso, da unicidade de estilos. Mas mesmo na natureza existe o caos. Na beleza das formas assimétricas e, ainda assim, surpreendentes em sua perfeição. A concepção não deve ser encarcerada. Abra a cabeça. Quebre os paradigmas!

Sobre os autores da segunda edição

Ricardo Edgar, Detetive Particular » Ataíde Tartari » empresário e escritor, já participou de várias coletâneas de contos de FC, entre as quais Estranhos Contatos (1998), Phantastica Brasiliana (2000) e Futuro Presente (2009). Participou também de coletâneas mainstream como Contos Cruéis (2006). Publicou os romances Amazon (2001) e Tropical Shade (2003), ambos em inglês. Colaborou com o projeto literário internacional Babylonia, do qual participa com o e-book bilíngüe Tropical Shade/O Doutor Suástica. Entre 1999 e 2001, atuou como cronista na coluna Arte pela Arte do Jornal da Tarde de São Paulo. Investigações: ataide.tartari@yahoo.com.br

O Pequeno Oenteph » Raul Tabajara » diretor de criação e professor de arte conceitual em uma escola de cinema em São Paulo. Publicou o livro Horror e Pensamentos (2004) por produção independente e o conto Sensíveis no livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006), além de escrever periodicamente matérias para revistas da área de publicidade e cinema. Seus trabalhos de criação e ilustração podem ser vistos em sua página pessoal. Sonhos: raultabajara@gmail.com

Efeitos Adversos » Flávio Medeiros » médico oftalmologista em Belo Horizonte, onde nasceu. Leitor compulsivo de tudo que lhe cai nas mãos, bem cedo começou a achar que também sabia escrever. Autor dos romances Quintessência (2004) e Casas de Vampiro (inédito), além da coletânea de contos Leia e Fique Rico (inédita). Também escreveu dezenas de contos e crônicas, além de cartoons publicados por jornais universitários da UFMG e FUMEC e pelo jornal Felicíssimo. Terceiro colocado no concurso de contos do Gabinete Paraibano de Cultura (1989) e menção honrosa no mesmo concurso pelo conjunto das obras. Escritor de peças teatrais montadas por grupos amadores de Belo Horizonte. Bulas: flaviocmedeiros@terra.com.br

A Boa Senhora de Covent Garden » Camila Fernandes » alter ego de Mila F. Enquanto Camila Fernandes assina contos e revisões com seu nome de batismo, Mila F, o apelido, é ilustradora e capista desta edição. Nascida em São Paulo, capital, lançou contos no NecroZine e nos livros Necrópole – Histórias de Vampiros (2005), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006), Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008) e Paradigmas – Volume I (2009). Fantasia, horror, realismo e erotismo habitam seu universo. No momento, tem desenhado muito, feito revisão de textos para editoras e autores independentes e montado um livro solo.
Canetadas e pinceladas: camilailustradora@gmail.com

Fuga » Fernando S. Trevisan » com a cabeça enfiada num computador desde os 8 anos de idade, já foi empresário na área e hoje atua como consultor freelancer. No campo literário, sempre teve o incentivo de professores para escrever, notas excelentes em redação e algumas boas colocações em concursos literários, como um 2° lugar no concurso de poesia promovido pela ETE Jorge Street (1997). Possui textos publicados online, em blogs, revistas e sites literários, além de fanzines. Foi um dos mentores do MeloDrama, movimento literário que envolveu mais de 50 autores em Itajaí, Balneário Camboriú, Jaraguá do Sul, Florianópolis e Maringá. Seu conto nesta edição é sua primeira publicação offline. Corridas: fernandotrevisan@gmail.com

O Deus de Muitas Faces » Gabriel Boz » escritor e designer gráfico. É co-editor da revista Scarium Megazine, foi editor da revista eletrônica de literatura Desfolhar e tem um livro publicado: Arcontes (1999). Publicações mais recentes incluem oscontos Digital Éden na antologia portuguesa Por Universos Nunca Dantes Navegados (2007) e Mar Negro na antologia FC do B – Ficção Científica Brasileira – Panorama 2006/2007 (2008). Sacrifícios: gbozmail@gmail.com

Frei François » Ademir Pascale » lingüista, crítico de cinema, ativista cultural, escritor, professor de informática,
idealizador do projeto de inclusão social Vá ao Cinema e do zine TerrorZine – Minicontos de Terror. Administrador do Portal Cranik e dos sites O Entrevistador e Divulga Livros. É autor do audiolivro Cinema – Despertando Seu Olhar Crítico (2007). Já publicou seus contos em diversas antologias e organizou a coletânea Draculea – o livro secreto dos vampiros (inédito) e Invasão Fic Science Edition (inédito). Penitências: ademir@cranik.com

Abaixo de Nós » Luciana Muniz » Analista de Sistemas graduada em Sistemas de Informação. Como escritora, participou de duas antologias: Soltando o Verbo (2006), com as crônicas A Catedral e Essência, e Vampirus Brasil: Sedução, Fascínio e Traição (2008), com o conto A Marca da Maldade. Escavações: lumunizf@yahoo.com.br

Carta a Monsenhor… » Ana Cristina Rodrigues » escritora, historiadora, funcionária pública, professora, editora, agitadora cultural, roteirista e mãe. Carioca e balzaquiana, escreve para tentar calar as vozes (sem sucesso). Já apareceu com contos em diversos sites brasileiros e internacionais. Publicou o livro Anacrônicas –Pequenos Contos Mágicos (2009) e está escrevendo um romance de fantasia histórica alternativa. Pestes: anacrisrodrigues@gmail.com

Triângulo em Tempo Rubato e Gota de Sangue » Saint-Clair Stockler » mineiro que vive no Rio de Janeiro há muitos anos. É mestre em literatura brasileira e tem um livro de contos inédito (por enquanto): Dias Estranhos. Semicolcheias: saintclairstockler@gmail.com

A Dama e o Cavaleiro » Ricardo Delfin » formou-se em Processamento de Dados, pois paga aluguel, e em Cinema, anos mais tarde, quando um pouco de sabedoria lhe permitiu um momento de juízo. Publicou diversos contos, na verdade quatro, em antologias. Participou do e-zine TerrorZine do Portal Cranik, cujo download é gratuito. Co-organizador da antologia Dias Contados (inédita). Além de colaborador da revista virtual B12. Cortesias: rick.delfin@yahoo.com.br

O Fazedor de Terra » Ubiratan Peleteiro » nasceu em Vitória, Espírito Santo. É engenheiro de computação e trabalha atualmente como Auditor Fiscal no Rio de Janeiro. Sempre gostou muito de ler e teve seu primeiro contato com o escrever em 2004, quando participou da Oficina da Palavra da UFES, que produziu um livro com os contos e poemas dos participantes. Em 2006, travou contato com a produção de textos de ficção científica e fantasia, gêneros com os quais se identificou. Desde então passou a escrever contos nessa linha. Participa do grupo de escritores online Fábrica dos Sonhos e também já participou da Oficina de Escritores, outro grupo virtual. Escreve na Black Rocket, revista eletrônica de ficção científica. Torrões: upeleteiro@yahoo.com.br

Clausura » Richard Diegues » autor dos livros Tempos de AlgóriA (2009), Sob a Luz do Abajur (2007) e Magia – Tomo I (1997), além de organizador e co-autor do livro Visões de São Paulo –Ensaios Urbanos (2006), co-autor dos livros Histórias do Tarô (2008), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006) e Necrópole – Histórias de Vampiros (2005). Trabalha com eventos e palestras na área literária, atuando também como editor pela Tarja Editorial. Paga as contas como programador de computadores, consultor editorial para autores, rastreador de hackers e jogador de bilhar. É o idealizador do projeto Paradigmas e participou do Volume 1, além deste.
Encomendas: richard@tarjaeditorial.com.br

A Editora

A Tarja Editorial é a maior editora exclusiva de Ficção Brasileira, e para este ano irá lançar no mercado doze novos títulos dentro dessa linha editorial, sempre apostando em novos nomes da literatura fantástica brasileira. O livro pode ser encontrado hoje, em pré-venda, no site da Tarja Livros e nas livrarias físicas e virtuais à partir do lançamento.

Lançamento

Dia 15 de maio de 2009, a partir das 18:30 horas
Local: Bardo Batata – gastronomia e cultura (Rua Bela Cintra, 1.333 – Jardins – São Paulo)


[LITERATURA] Taikodom: Crônicas

março 13, 2009

Dentro em breve nas livrarias, minha coletânea no universo ficcional Taikodom … Taikodom: Crônicas.

É meu primeiro livro no Taikodom e o segundo da nossa coleção (o primeiro é o Taikodom: Despertar, do J.M. Beraldo). São sete trabalhos de ficção curta (bom, o.k. dos sete, dois são novelas), três deles jamais publicados no site do Taikodom, representando boa parte da ficção curta que escrevi no universo ficcional.

Haverá um lançamento carioca com certeza. A época mais provável é na primeira semana de abril (confirmo local e data assim que eu souber). Estamos tentando planejar também um lançamento paulistano.

Para saber mais sobre a obra acesse: http://www.universotaikodom.com.br/cronicas

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por Gerson Lodi-Ribeiro


[LITERATURA] A Volta ao Mundo da Ficção Científica

março 6, 2009
Um sinal de que a ficção científica está, aos poucos, deixando de ser vista com um gênero marginal no Brasil é o lançamento da antologia Volta ao Mundo da Ficção Científica Volta ao Mundo da Ficção Científica, organizado por  Edgar Cézar Nolasco & Rodolfo Rorato Londero, (Editora UFMS), 167 págs.).

Isso porque é o primeiro livro de não-ficção sobre o gênero já publicado no país a reunir um conjunto de autores e pesquisadores especializados. Em um contexto mais amplo, é resultado do novo bom momento editorial que a ficção científica vive no Brasil, mas também representa uma abertura inédita da universidade para o seu estudo como objeto de pesquisa, numa mostra da renovação dos estudos acadêmicos literários brasileiros, a partir de novos e jovens pesquisadores.

O livro foi organizado por um professor de Literatura Comparada, da UFMS, Edgar Cézar Nolasco e o mestre em Letras pela mesma universidade, Rodolfo Londero. E é dos dois os primeiros artigos do livro.

Em “Clarice e a Ficção Científica”, Nolasco procura vínculos entre a literatura da prestigiada autora brasileira do mainstream Clarice Lispector (1920-1977) e a ficção científica. Justifica-se pelos temas intimistas e quase metafísicos da autora e por seu trabalho de tradutora de Edgar Allan Poe, Jonathan Swift e Jules Verne. Embora seja uma tentativa interessante, não vai além de um exercício curioso de exploração crítica.

Já Londero é mais direto em trabalhar com a ficção científica. No texto “Níveis de Recepção da Ficção Cyberpunk no Brasil: Um Estudo de Casos Exemplares”, é proposto um exame ambicioso na verificação de como o subgênero cyberpunk é assimilado pela literatura brasileira. Por meio de uma análise de diferentes níveis de recepção, o direto, indireto e análogo, algumas obras são comentadas à procura de nexos com o mainstream. O autor defende que os brasileiros parodiam a tradição estrangeira, mas sugere mais que isso, embora não aprofunde. O que chama a atenção é que o autor não dialoga com a reflexão já existente no Brasil sobre o assunto, com o conceito de tupinipunk, do escritor Roberto de Sousa Causo, em que é proposto uma maneira brasileira para abordar temas cyberpunks mais voltados à realidade social e histórica do país.

Alfredo Suppia é autor de “Ficção Científica e o Despertar do Interesse Científico: O Fator Eureka”. Aqui o campo de análise é o cinema, com o objetivo de discutir como o gênero pode servir de instrumento de interesse do grande público por temas científicos. Daí vem a ideia do “fator Eureka”, ou seja, aquilo que seduziria o espectador em termos estéticos ou cognitivos para os assuntos ligados à ciência vistos nos filmes. Também é outro artigo que demanda mais pesquisa, em uma linha promissora.

O próximo texto é “História e Representação: O Jogo de Memória e Realidade em O Homem do Castelo Alto, de Philip K. Dick”, de Anderson Soares Gomes. A perspectiva analítica é a de uma relação entre o passado real e a narrativa imaginada no romance em questão e como, por meio dela, é possível uma reflexão sobre a questão histórico-cultural nos Estados Unidos da segunda metade do século 20. O trabalho é sofisticado, mas dialoga pouco com a ficção científica e mais com o pós-modernismo. Embora pertinente, termina por resvalar em aspectos secundários do enredo do romance.

Na sequência vem o escritor e tradutor Fábio Fernandes, com “Para Ver os Homens Invisíveis: A Intempol e Sua Influência na Literatura de Ficção Científica Brasileira”. Ele defende que o gênero sofreria de uma “invisibilidade cultural”, idéia anteriormente exposta pelo jornalista Dorva Rezende, no prefácio da antologia Ficções (2006). Para Fernandes o universo de histórias compartilhadas Intempol – uma polícia do tempo parecida com alguns aspectos de setores da polícia brasileira: ineficiente, autoritária e corrupta -, poderia dar mais visibilidade e ainda renovar o gênero. É quase jornalístico, pois noticia projetos e desenvolve argumentos que, nesta altura, mostram-se questionáveis, pois não tem tornado o gênero mais visível a partir desta perspectiva.

A seguir temos “A Ficção Científica no Cordel”, do escritor Braulio Tavares. É mais um dos seus oportunos trabalhos de pesquisa, em que procura as possíveis afinidades entre gêneros aparentemente distantes. Para Tavares, os pontos de aproximação entre a ficção científica e a literatura de cordel – histórias em versos de sonoridade quase oral, populares no Nordeste do Brasil -, se vinculariam menos nos temas tratados do que numa origem comum, a das expressões literárias populares, à margem do mainstream, à semelhança de fenômenos semelhantes que ocorreram historicamente na Europa e nos Estados Unidos.

Já em “O Poeta que Viu o Disco Voador”, o escritor Roberto de Sousa Causo analisa a noveleta O 31o Peregrino (1993), de Rubens Teixeira Scavone (1925-2007). Baseada em The Canterbury Tales, de Geoffrey Chaucer, poeta inglês do século 14, Scavone acrescenta um 31o peregrino aos originais e insere o contexto de uma “história dentro de uma história” do relato original, a partir de um ponto de vista fantástico, com a aparição de um UFO e uma abdução subseqüente. Causo procura mostrar a riqueza da abordagem, tanto temática, como do estilo de Scavone, reatualizando, com os olhos do passado, a mitologia contemporânea dos discos voadores, numa obra-prima da ficção científica brasileira.

A acadêmica brasilianista Mary Elysabeth Ginway assina “A Cidade Pós-Moderna na Ficção Científica Brasileira”, em que procura, primeiro situar a concepção de cidade pós-moderna – em histórias de barbárie e reconstrução -, para em seguida, discutir as características do cyberpunk brasileiro – o já citado tupinipunk – em contraste com o norte-americano. Ginway ressalta a postura brasileira como terceiro-mundista, com ênfase no sincretismo religioso e na maior liberalidade com temas sexuais. Pois este artigo dialoga com o de Londero, mas em um nível que faltou àquele, por uma busca de compreensão das especificidades do modo cyperpunk brasileiro, não do ponto de vista da teoria literária e uma eventual assimilação do mainstream, mas do diálogo no interior do próprio gênero, em termos mais comparativos.

O próximo trabalho é de Ramiro Giroldo, “Outra Utopia”. O foco está centrado no romance Amorquia (1991), de André Carneiro, objeto de pesquisa da dissertação de mestrado do articulista defendido na UFMS, em 2007. Giroldo discute a obra por dois ângulos, o da ambigüidade entre ser uma utopia ou distopia e a questão subjacente da ausência da noção linear de tempo dentro da narrativa.

Amorquia causou muita polêmica quando de seu lançamento, com a maioria dos críticos e leitores do fandom não gostando da obra. Os problemas seriam um enredo confuso e estéril, personagens apáticos e uma ambientação asséptica. A interpretação de Giroldo joga luz na obra e nas observações críticas da época, vendo-a de um prisma mais positivo, muito embora forneça também reforço aos argumentos anteriores, já que se o livro é, de fato, uma obra sofisticada, fica aquém de suas pretensões, pois é insatisfatória do ponto de vista da estrutura narrativa e dos temas tratados. De maneira coerente, a antologia termina com um sugestivo conto “Pensamento”, de André Carneiro, o decano dos autores brasileiros de ficção científica.

Em resumo, Volta ao Mundo da Ficção Científica é um livro interessante por trazer ao ambiente universitário uma obra sobre o gênero, numa tendência que aos poucos vai crescendo nos últimos anos. Já em termos de conteúdo, o resultado é irregular, com alguns textos mais relevantes e de que melhor qualidade do que outros -com destaque para os de Causo, Ginway, Giroldo e Suppia. Pode-se dizer que isto acontece na maioria das antologias e é verdade, mas talvez fosse possível um maior apuro na seleção dos trabalhos, para que houvesse um equilíbrio maior. Como primeira tentativa de antologia de não-ficção sobre ficção científica, no entanto, o saldo é positivo – e que inspire outros tanto dentro do ambiente acadêmico como fora dele, no cenário cultural brasileiro.

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por Marcello Simão Branco


[LITERATURA] Paradigmas #1

março 6, 2009

EM SINTONIA COM O SURGIMENTO DE NOVOS NOMES NA LITERATURA FANTÁSTICA BRASILEIRA, E EM CONSONÂNCIA COM O CRESCIMENTO DO GÊNERO PELO GLOBO, EDITORAS PROCURAM NOVAS FORMAS DE LEVAR AOS LEITORES QUALIDADE ALIADA A CUSTOS ACESSÍVEIS.

Na ponta dessa tendência, a Tarja Editorial lançou a “Coleção Paradigmas”, onde apresenta 13 autores com contos de ficção científica, fantasia e terror. Essa coleção terá seu primeiro volume lançado no dia 20 de março, o segundo volume preparado para maio e o terceiro com previsão para julho. Não há uma quantidade final de volumes estipulada.

Cada edição apresentará 13 dos escritores que tem se sobressaído dentro do gênero. Segundo Richard Diegues, escritor e organizador da coleção, “os livros reunirão autores que realmente estão fazendo a diferença na atualidade, formando dessa maneira um retrato de alta qualidade da produção contemporânea”.

“Cada detalhe da obra foi pensado para romper Paradigmas já consagrados. Toda a concepção é inovadora. A Espiral Áurea foi adotada como arquétipo maior de um paradigma. Fixamos referência a descobertas diferentes em cada volume – Abra a porta! Abra a cabeça! Abra as asas!… –, o tratamento do miolo do livro não possui as amarras gráficas convencionais, permitindo um contato mais similar do leitor com uma revista de entretenimento do que com um livro acadêmico”, completa Diegues.

A palavra paradigma se origina do grego parádeigma, que em seu sentido literal quer dizer modelo, um padrão a ser seguido. Na literatura seria algo partilhado por diversos autores, como um fluxo de pensamentos que culmina em idéias semelhantes. É um termo complexo que aponta algo simples: os limites de uma idéia, o molde para se manter dentro dessas balizas. A proposta da coleção é apresentar contos incomuns, mesmo que baseados em paradigmas consagrados. A arte de capa deste volume apresenta trancas e fechaduras, remetendo à clausura que o próprio tempo impôs à liberdade de criação. Tudo possui um padrão, como indica a espiral áurea. Estética, métrica e simétrica a serviço do bom senso, da unicidade de estilos. Mas mesmo na natureza existe o caos. Na beleza das formas assimétricas e, ainda assim, surpreendentes em sua perfeição. A concepção não deve ser encarcerada. Abra as portas. Quebre os paradigmas!

Os autores que participam deste primeiro volume da coleção são: Ana Cristina Rodrigues (RJ), Bruno Cobbi (SP), Camila Fernandes (SP), Cristina Lasaitis (SP), Eric Novello (SP), Jacques Barcia (PE), Leonardo Pezzella Vieira (SP), M. D. Amado (MG), Maria Helena Bandeira (RJ), Osíris Reis (DF), Richard Diegues (SP), Roberta Nunes (SP) e Romeu Martins (SC).

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A Editora

A Tarja Editorial é a maior editora exclusiva de Ficção Brasileira, e para este ano irá lançar no mercado doze novos títulos dentro dessa linha editorial, sempre apostando em novos nomes da literatura fantástica brasileira.

O livro pode ser encontrado hoje, em pré-venda, no site da Tarja Livros (www.tarjalivros.com.br) e nas livrarias físicas e virtuais à partir do lançamento.

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O Lançamento

Dia 20 de março de 2009, a partir das 18:30 horas
Local: Bardo Batata – gastronomia e cultura (Rua Bela Cintra, 1.333 – Jardins – São Paulo)